NAS ARTES

SOBRE

Músico, arquiteto urbanista, turismólogo, gestor cultural e empresário, cursou Gestão Cultural no Centro de Pesquisa e Formação do SESC e é pós-graduado em Gerente de Cidades (FAAP) e Cultura: Plano e Ação (USP).

Mateus Sartori nasceu em Franca (1978), cidade do interior de São Paulo, onde teve ainda muito pequeno, o seu primeiro deslumbramento com a música. Foram nos saraus familiares, ouvindo seu avô Waldomiro, multi-instrumentista e sua mãe Cidinha, que o pequeno Mateus, de ouvidos atentos, se encantou pelas primeiras notas e toda a fortuna da música.

Aos 13 anos já morando em Mogi das Cruzes, ingressou em corais da cidade, chamando a atenção da maestrina Dulce Primo e da pianista AlexSandra Grossi, que aprimoraram sua musicalidade e o direcionou nos estudos na capital paulista.

A busca do aprimoramento musical o levou a se matricular na Escola Municipal de Música de São Paulo (1996), e um ano depois, ingressou na Universidade Livre de Música Maestro Tom Jobim, hoje EMESP, consideradas importantes escolas para músicos de todo o país.

Há quem considere a Arquitetura e a Música artes irmãs. Uma se encarrega de organizar o espaço e outra o tempo. Mateus Sartori se encontrava então no período seguinte, na árdua tarefa de organizar seu tempo para cursar Arquitetura, enquanto continuava a se entregar sem reservas à música.

Sua participação no Festival de Música de Curitiba-PR de 1996, enveredou mais um caminho por ser trilhado. Foram nos festivais de Campos do Jordão, Curitiba, Londrina e Juiz de Fora que pôde nesses trânsitos de artistas, partilhar informações e experiências com nomes como Guinga, Jane Duboc, Mônica Salmaso, Consiglia La Torre, Clara Sandroni, Regina Lucatto e muitos outros nomes da MPB.

Essas experiências tiveram tal importância em sua vida artística, que como bom capricorniano, passou a aplicá-las em sua relação com a música: as canções não eram mais as mesmas. Os palcos nos quais pisava, agora tinham o brilho e a precisão de quem se debruça na escolha de tema e das canções, e de quem pensa em cada detalhe, arregaçando as mangas para até afinar a luz se for preciso.

Em 2006, lança seu primeiro CD: "TODOS OS CANTOS". O primeiro registro sério de uma voz que não será esquecida, entre outras vidas, pelo seu legato, afinação, nuances e densidade. Com produção musical de Mario Gil, o Cd conta com a participação de Guinga, Renato Braz e Nailor Proveta.

No final de 2007, lança o CD "DOIS DE FEVEREIRO", trabalho este que homenageia o compositor baiano Dorival Caymmi, gravado sob produção do renomado Rodolfo Stroeter e com participações especiais de oito violonistas de destaque na Música Brasileira, entre eles: Guinga, Paulo Bellinati, Webster Santos, Mario Gil, Jardel Caetano, Edmilson Capelupi, Diego Figueiredo e Chico Saraiva.

Com o CD “DOIS DE FEVEREIRO”, Sartori foi destaque em vários veículos de comunicação de prestígio do país e frequentou alguns dos principais palcos e projetos musicais, entre eles: Auditório Ibirapuera (SP), Museu de Arte da Pampulha (BH), principais SESCS da Capital Paulista e do Interior de São Paulo, entre outros.

Lançou em agosto de 2009 o projeto VILA DE SANT´ANNA, que tem como objetivo principal registrar e divulgar a produção musical da cidade de Mogi das Cruzes-SP. Neste, Sartori produz e grava 11 compositores mogianos no CD "BARROCO".

Em 2009, gravou no CD “100 ANOS ATAULFO ALVES” interpretando a faixa “Meu Lamento” ao lado do grande violonista brasileiro Alessandro Penezzi. Este conta ainda com grandes nomes da música brasileira, entre eles: Elza Soares, Simoninha, Beth Carvalho, Ná Ozetti, Fafá de Belém e Elba Ramalho.

Em 2010, gravou no CD “100 ANOS ADONIRAN BARBOSA” lançado pela gravadora Lua Music, dividindo as músicas “Jogue a Chave” e “Não tem Solução” com a cantora Fabiana Cozza.

Em 2011, sob a produção do pianista Tiago Costa, lançou o CD “FRANCISCOS", quarto trabalho da carreira do cantor, o repertório revisita dez “Franciscos e Chicos” da Música Brasileira, passando por diversos períodos, estilos, sonoridades e personalidades, entre eles: Chico Buarque, Chico César, Chico Anysio, Chico Pinheiro, Chico Saraiva, Chico Amaral, Chico da Silva, Francisco Itamar Assumpção, Francisco Mattoso e Francisco Bosco.

Alinhavado pelo tema e também pela sonoridade moderna com arranjos originais e despojados, o CD “FRANCISCOS”, conta com a participação de músicos de destaque no cenário musical brasileiro além das participações especiais de Chico César e Chico Pinheiro.

Em 2013, ao lado do pianista e acordeonista Guilherme Ribeiro, lança o mais um álbum. Intitulado "QUE SE DESEJA REVER", o trabalho é dedicado ao centenário do rei do baião Luiz Gonzaga.

Neste mesmo ano, Sartori assumi o compromisso de atuar na gestão pública de sua cidade, Mogi das Cruzes, trabalho este realizado entre 2013 e 2020.

Após um hiato de 7 anos, volta ao estúdio para produzir seu mais recente álbum, “NA VOLTA QUE O MUNDO DÁ”, lançado em 2020. O cantor se reinventa musicalmente em 14 canções que falam de amor e liberdade, mas principalmente da importância da arte em sua trajetória. Com sonoridade que combina elementos modernos e ritmos tradicionais, o repertório sugere enxergar a cultura como “um instrumento de libertação”.

Para encerrar seu período na gestão pública e o ano de 2020, lança seu primeiro livro, “POLÍTICA CULTURAL: Uma Construção Coletiva”, descrevendo parte de sua trajetória como gestor público, resultado do trabalho apresentado na sua pós-graduação realizada na Universidade de São Paulo (USP).

NA GESTÃO PÚBLICA

Secretário de Cultura de Mogi das Cruzes (SP) de 2013 a 2020, acumulou a partir de 2017 a função de coordenador de Turismo e passou a ser responsável pelas ações de juventude. Foi o articulador na criação das Câmaras Técnicas Regionais de Cultura e Turismo da Região Alto Tietê e o representante regional na comissão de elaboração do Plano Estadual de Cultura de São Paulo.

Como Gestor Público, entregou 11 novos equipamentos culturais em oito anos, sendo que seis foram viabilizados e aprovados com seus projetos arquitetônicos, como o Centro Cultural de Mogi das Cruzes, Estúdio Municipal de Áudio e Música, Casa do Hip Hop, Pinacoteca Municipal e outros. E em 2017, tornou-se o representante da administração pública na articulação que viabilizou, por meio da maior audiência pública já realizada, a instalação de uma unidade do SESC no município.

Participou ativamente na redação e aprovação de 18 legislações municipais visando o fortalecimento da gestão cultural e do turismo, dentre as principais estão: o Plano Municipal de Cultura, Lei de Incentivo Fiscal Municipal, Programa de Fomento à Arte e Cultura, Sistema Municipal de Cultura, Sistema Municipal de Museus e a lei estadual que enquadrou Mogi das Cruzes como Município de Interesse Turístico no programa da Secretaria de Estado de Turismo de São Paulo.

Implantou o Programa Diálogo Aberto, um dos maiores programas municipais de gestão participativa, realizando 318 fóruns e encontros municipais com mais de 17 mil participantes em oito anos.

Foi fundador e vice-presidente do Conselho Gestor da Associação de Dirigentes Municipais de Cultura (ADIMC).